
CriseOussama Ammar
Comece pelos fatos e pelas opções disponíveis
A capacidade de reagir pode importar mais que a confiança na sua previsão.
Uma ruptura grave pode atingir clientes, fornecedores, pessoas e acesso a dinheiro ao mesmo tempo. Partes do mercado podem se recuperar em ritmos diferentes. Uma explicação geral muito segura ainda pode ajudar pouco nas decisões de amanhã.
Separe o que aconteceu do que você espera. Identifique as premissas que deixaram de valer. Depois, examine os recursos e as opções que ainda estão disponíveis para a empresa.
As perguntas imediatas são práticas. Quais clientes ainda precisam do produto? O que precisa continuar para o negócio funcionar? Quais compromissos a empresa consegue cumprir e onde precisa de outro acordo?
Não faça a sobrevivência depender do cenário mais otimista. Preserve espaço para reagir quando uma venda, um pagamento ou a recuperação demorar mais que o previsto. É mais fácil aproveitar boas notícias quando a empresa ainda pode agir.
Encurte o ciclo de decisão
Escolha ações que possam melhorar logo a posição da empresa. Um plano distante perde utilidade quando suas premissas mudam a cada poucos dias. Revise a situação com frequência e atualize a próxima ação.
Mantenha o propósito de longo prazo, mas encurte o horizonte operacional. Evite compromissos que só fazem sentido em um futuro incerto específico. Uma decisão forte também pode produzir resultado no curto prazo.
Algumas empresas crescem durante uma crise. Ainda precisam cuidar da capacidade, do caixa e da execução. Demanda forte muda o problema, mas não elimina a incerteza.